Grêmio

Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

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Disambig grey.svg Nota: Para outros clubes homônimos, veja Grêmio.
Grêmio
Gremio.png
Nome Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
Alcunhas Tricolor dos Pampas
Imortal Tricolor
Rei de Copas[1]
Torcedor/Adepto Gremista
Tricolor
Mascote Mosqueteiro[2]
Fundação 15 de setembro de 1903 (113 anos)[3]
Estádio Arena do Grêmio[4]
Capacidade 55.662 torcedores[5][6]
Localização Porto AlegreBrasil
Presidente Brasil Romildo Bolzan Júnior[7]
Treinador Brasil Renato Portaluppi[8]
Patrocinador Brasil Banrisul
Brasil Unimed
Brasil Brahma
Estados Unidos Gatorade
Material (d)esportivo Inglaterra Umbro[9]
Competição Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro
Brasil Primeira Liga
Flags of South American Conmebol Members.gif Copa Libertadores
Rio Grande do Sul CG 2017
Brasil A 2017
Brasil CB 2017
Brasil PL 2017
Flags of South American Conmebol Members.gif CL 2017
4° colocado
Em disputa
Semifinalista
Em disputa
Em disputa
Rio Grande do Sul CG 2016
Brasil A 2016
Brasil CB 2016
Brasil PL 2016
Flags of South American Conmebol Members.gif CL 2016
3° colocado
9º colocado
Campeão
5° colocado
Oitavas de final
Rio Grande do Sul CG 2015
Brasil A 2015
Brasil CB 2015
Vice campeão
3º colocado
Quartas de final
Rankingnacional Aumento 1º lugar, 15 038 pontos[10]
Website www.gremio.net
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
 Temporada atual
editar

Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense (conhecido apenas por Grêmio e cujo acrônimo é FBPA) é um clube de futebol brasileiro da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, fundado em 15 de setembro de 1903. Suas cores são o azul, preto e branco e tem como alcunhas Imortal TricolorTricolor dos PampasTricolor Gaúcho, entre outras.

Já foi campeão da Copa Libertadores da América em duas ocasiões e vice em duas outras oportunidades, o primeiro clube gaúcho campeão da Copa Intercontinental, sendo vice contra o Ajax da Holanda em outra ocasião, além de campeão da Recopa Sul-Americana. Conquistou dois Campeonatos Brasileiros da Série A, um Campeonato Brasileiro da Série B, cinco Copas do Brasil (o que o torna o maior vencedor desta competição)[11], e uma Supercopa do Brasil, além de uma Copa Sul e um Campeonato Sul-Brasileiro. Já foi campeão trinta e seis vezes no Campeonato Gaúcho e uma vez na Copa FGF.[12][13]

O clube já revelou vários futebolistas de renome internacional ao longo de sua história, como Lucas LeivaEmersonDouglas CostaRenato PortaluppiÂnderson Polga e Ronaldinho Gaúcho.[14][15]

O Grêmio é um dos clubes de futebol com o maior número de associados no Brasil. O Tricolor gaúcho possui 114.716 associados em dia, conforme dados de fevereiro de 2017, tornando-se o segundo colocado dentre os times com mais sócios no futebol brasileiro.[16]Em pesquisa publicada em dezembro de 2016, o Instituto Paraná Pesquisas, com a participação de 10.500 brasileiros de 22 estados, além do Distrito Federal, apontou que o valor percentual de torcedores gremistas é de 3,5%. O time aparece como a sétima maior torcida do País. O estudo também demonstrou que na região Sul, os gremistas estão em maior número de torcedores, correspondendo à 20,5% dos participantes.[17][18]

História

Foto dos jogadores do Grêmio em 1904, ainda com uniformes nas cores havana e azul

Um fato importante para a criação do clube foi a disputa de um jogo de futebol entre o Rio Grande, uma exibição preparada em 7 de setembro de 1903 e realizada no campo da Várzea (atual Parque Farroupilha).[19] Em 15 de setembro de 1903, trinta e dois homens se reuniram no Salão Grau, restaurante de um hotel da rua 15 de Novembro (atual Rua José Montauri), no Centro de Porto Alegre e fundaram o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.[20] O primeiro jogo do recém fundado clube ocorreu em 6 de março de 1904, contra o Fussball Club Porto Alegre, fundado no mesmo dia que o Grêmio.[20] Em uma jornada dupla (dois jogos na mesma tarde), o Grêmio garantiu as suas duas primeiras vitórias, vencendo ambas por 1 a 0.[19] Em 1940, com a criação do Conselho Nacional de Desportos através da Confederação Brasileira de Desportos, a equipe se profissionalizou e passou a disputar mais competições.[21]

Plantel da equipe em 1931.

Em 19 de setembro de 1954, o Grêmio inaugurou o seu maior projeto desde a sua fundação, o Estádio Olímpico Monumental.[22] Com capacidade inicial para 38 mil pessoas, ele tinha um só anel de arquibancadas.[22] No jogo de inauguração, o Grêmio venceu o Nacional, de Montevidéu por 2 a 0.[22] O estádio era um dos mais modernos do Brasil na época de sua inauguração.[22] Em 1981, a equipe conquistou seu primeiro título nacional, o Campeonato Brasileiro, após derrotar o São Paulo por 1–0 no Estádio do Morumbi.[23] Já em 1983, considerado por muitos como o melhor ano da história do clube, a equipe conquistou dois títulos internacionais. O primeiro foi a Copa Libertadores da América, após vencer o Peñarol por um placar agregado de 3–2.[24] Com isso, a equipe classificou-se para a Copa Intercontinental de 1983, contra o Hamburgo, onde venceu por 2–1 e se consagrou como campeão da maior competição entre clubes do mundo na época, sendo a primeira equipe gaúcha a conquistar este feito.[25] Na primeira edição da Copa do Brasil em 1989, a equipe foi campeã ao vencer o Sport na final.[26]

Em 1994, a equipe foi bicampeã da Copa do Brasil após derrotar o Ceará na final, o que deu o direito de participar da próxima edição da Copa Libertadores.[27] Na Copa Libertadores de 1995, a equipe foi bicampeã da competição, quando derrotou na final o Atlético Nacional pelo placar agregado de 4–2.[28] Com isso, a equipe disputou a Copa Intercontinental, porém, após um empate no tempo normal, a equipe foi derrotada pelo Ajax na disputa de pênaltis pelo placar de 3–4.[29] No ano seguinte, em 1996, a equipe conquistou mais dois títulos importantes. A equipe foi bicampeã do Campeonato Brasileiro e campeã pela primeira vez da Recopa Sul-Americana.[30] Em 1997, a equipe foi tricampeã da Copa do Brasil.[31]

No início do século XXI, em 2001, a equipe foi tetracampeã da Copa do Brasil.[32] Porém em 2004, após grave crise econômica interna, o clube foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.[33] Em 2005, a equipe foi campeã da Série B após vencer um jogo histórico contra o Náutico, que ficou conhecido como Batalha dos Aflitos.[34] Em 2012, a equipe inaugurou seu novo estádio, a Arena do Grêmio, com capacidade para mais de 55 mil torcedores, um dos maiores e mais modernos estádios do Brasil.[35] Em 2016, após um jejum de mais de 15 anos sem títulos relevantes, a equipe foi pentacampeã da Copa do Brasil, tornando-se a equipe que mais vezes venceu esta competição.[36]

Torcida

Torcida durante jogo da equipe na Arena do Grêmio.

Os torcedores do Grêmio são denominados “gremistas” ou “tricolores”.[37] Uma pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, em 20 de dezembro de 2016, mostrou que a equipe tem a sétima maior torcida do Brasil, com um percentual de 3,5% da população, e a maior torcida da região Sul do Brasil, com um percentual de 20,5% da população.[38] Em 2010, a equipe contava com pouco menos de 60 mil associados em dia, porém, atualmente a equipe conta com 112 217 associados em dia, sendo o quarto maior clube do Brasil em número de associados.[39] Este aumento pode ter sido ocasionado pelo recente título da Copa do Brasil de 2016 e pelo aumento de modalidades na qual o torcedor pode associar-se.[39]

Além dos planos de associação normais, existem outros planos destinados aos torcedores em geral. No “Exército Gremista”, o torcedor faz o cadastro, paga uma taxa de adesão e recebe um cartão, fazendo parte deste grupo.[40] Esta campanha, fundada em 2009, visou criar um banco de dados dos torcedores do clube, facilitar a compra de ingressos e acessórios do clube para os membros e adequar-se ao cadastramento de torcedores pretendido pelo Ministério do Esporte.[41] Filiado a esta campanha, surgiu a “Artilharia Tricolor”, fundado em 2010 como um programa de fidelidade, que soma pontos para torcedores que compram produtos oficiais do clube, esses pontos que podem ser trocados por outros produtos oficiais.[42] Foi criado com o objetivo de reduzir a inadimplência de associados.[43]

Símbolos

Escudo

Bola de futebol utilizada em 1930, que serviu de inspiração para os primeiros símbolos da equipe.

O Grêmio, assim como vários outros clubes do Brasil, teve constantes e importantes mudanças em seu escudo no decorrer da história.[44] Iniciado em 1903, o Grêmio teve como primeiro símbolo um emblema em azul e branco, logo depois substituiu esse por um escudo em formato de bola de futebol, que se manteve durante as décadas, sofrendo diversas alterações.[44] Em alguns anos, como em 1922 e em 1953 o escudo do Grêmio contou com a cor amarela, mesmo que não seja uma de suas cores oficiais.[44]

Dentre os modelos utilizados, dois são comemorativos, o de 1922 em comemoração aos 100 anos da Independência do Brasil, modelo não utilizado em competições, e o de 1953 em comemoração ao cinquentenário da equipe.[44] O escudo de 1920 é inspirado nas bolas de futebol da época, sendo o modelo inicial da evolução do escudo do clube.[45] A partir de 1930, o escudo passou a ter contornos em azul ao invés do preto, que ocupava apenas a parte central do escudo.[45] Em 1940, o escudo perdeu os polos brancos, que passaram a ser azul, ganhando novamente um contorno preto.[45] Em 1950, a cor do escudo ficou mais clara e foram removidas as duas esferas existentes nos polos do escudo, que somente seriam retomadas em 1960 com fundo branco.[45]

De 1920 até 1960, pouca coisa havia mudado no escudo do Grêmio.[44] A grande mudança veio no ano de 1963, quando a palavra “Grêmio” passou a ter destaque no escudo, ocupando a parte central do símbolo e as esferas dos polos passaram a ter fundo azul.[45] Essa foi a mudança mais marcante no escudo na época, elaborado por comissão formada por alguns membros da diretoria do clube.[45] O logo não sofreu mudanças significativas em 1970, todavia, na década de 80 uma nova grande transformação, o logo passava a ter duas linhas de contorno uma maior em branco e uma fina em preto, no extremo do símbolo.[46] Os escudos da década de 90 não sofreram grande modificação, uma vez que o clube acabou por encontrar um padrão ao escudo que atualmente é utilizado.[46]Eventualmente foram feitas pequenas e até imperceptíveis modificações no escudo que se mantém ate hoje.[46]

Estrelas

Com a conquista dos grandes títulos na década de 80, o Grêmio decidiu destacar suas glórias, com isso criou um adorno em seu escudo, adicionando três estrelas, uma de bronze em referência ao Campeonato Brasileiro de 1981, outra prateada pela Copa Libertadores de 1983 e uma terceira em dourado pela Copa Intercontinental de 1983.[47]

As estrelas começaram a fazer parte inclusive da camisa do clube, prática que se mantém até hoje.[47] Mesmo que ainda sejam utilizadas, as estrelas atualmente possuem outro significado.[48] Com as conquistas obtidas após a década de 80, o Grêmio destaca a estrela de bronze como as conquistas nacionais (Campeonato BrasileiroCopa do Brasil e Supercopa do Brasil) a estrela de prata se refere as conquistas continentais (Copa Libertadores e Recopa Sul-Americana) e a dourada pela Copa Intercontinental.[48]

Bandeira

A primeira bandeira foi exibida pela primeira vez pelo clube na inauguração da Baixada. Tratava-se de um estandarte listrado horizontalmente em azul, preto e branco com o distintivo no canto superior esquerdo.[49]

Em 1918, uma torcedora homenageou o clube com uma bandeira tal como a brasileira, a qual passou a ser utilizada. Suas cores, contudo, diferenciavam-se da nacional ao substituir o fundo verde pelo azul, trocar o amarelo do losango pelo branco e mudar o círculo azul pelo distintivo do clube. Esse modelo foi utilizado até 1947, devido a uma lei que proibia imitações do símbolo nacional.[49]

De 1944 a 1963, a estandarte era semelhante à do Reino Unido, mas tinha o distintivo do clube, localizado à esquerda.[49] A tradicional bandeira, também similar à do Reino Unido, mas com cores distintas surgiu em 1963 e é utilizada até hoje. Seu fundo é azul e duas listras diagonais, uma horizontal e um vertical que se interseccionam no centro do estandarte, todas pretas com bordas brancas a compõe, sendo completada pelo distintivo do Grêmio no meio. Há uma estrela dourada também na bandeira do clube, que representa o jogador Everaldo, eterno craque imortal dos anos 1970 que foi o primeiro atleta atuando por um clube gaúcho a ser Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira de Futebol[2]

Uniforme

Origem

O primeiro uniforme do Grêmio foi baseado nas vestimentas do clube inglês Exeter City[50]. Na época da fundação do clube, foram escolhidas para a primeira camisa as cores azul e havana (em tecido listrado horizontalmente), que compunham o uniforme com a gravata e faixa na cintura em branco e, com calção e meia em preto. Mas havana não era uma cor muito comum e logo se percebeu que não haveria quantidade suficiente daquele tecido no comércio para atender à necessidade crescente. Assim, ainda em 1904, o listrado horizontal azul e havana foi substituído pelo azul e preto dividindo verticalmente a camisa.

Nos anos seguintes, as cores azul, preto e branco coloriram o uniforme do Grêmio em várias combinações diferentes, até 1928, quando surgiu o modelo definitivo da camiseta tricolor: listas verticais azuis, pretas e brancas.[51]

Patrocínio

O Grêmio utiliza patrocínios em sua camiseta desde 1987, quando assinou um acordo com a Coca-Cola, utilizando um logotipo sem a cor vermelha, apenas em preto e branco, um fato raro na história publicitária da marca. Este patrocínio durou até março de 1995, quando foi assinado um contrato com as Tintas Renner, tendo sido utilizado o nome da companhia entre 1995 e 1996, e o nome de seu produto Ironcryl em 1997. De 1998 até 2000, o Grêmio estampou a marca da General Motors em suas camisas, representada pelos veículos CorsaAstraVectraS-10Celta e o Banco GM.

Após um breve período sem patrocinador, foi firmado em 2001 um acordo com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul para estampar a marca do Banrisul em sua camisa, inicialmente para pagamento de uma dívida com o banco, e depois realizando-se o pagamento de um valor fixo mensal, que perdura até os dias de hoje. Além do Banrisul, o Grêmio conta com os patrocínios de UnimedCoca-Cola e TIM.[52]

A partir de 2005, quando a Puma foi escolhida como fornecedora do material esportivo, é comum se lançar o novo fardamento antes do começo do Campeonato Brasileiro, no mês de maio. Entre o curto período de 2011 a 2014, a empresa Topper foi a fornecedora oficial do clube.[53] Ao encerrar contrato com a Topper, o clube encerrou uma parceria de 10 anos com a Filon, que administra as marcas Puma e Topper.[54]

Em 2015, o clube anunciou sua nova patrocinadora, a marca inglesa Umbro.[55]

Material esportivo

O material esportivo do Grêmio já foi fornecido por diversas empresas. Abaixo encontra-se uma lista delas com seus respectivos anos.

Mascote

Mascote Oficial

O mascote do Tricolor Gaúcho foi adotado oficialmente em 1946, após a publicação interna do clube com título tal como “Mosqueteiro”. Desse modo, o mosqueteiro foi criado, vestindo as cores do clube. Em 2001, foi realizado um concurso para a escolha de um novo desenho de mascote, que seguisse o padrão da figura. O escolhido foi o desenho de Hilton Edeniz Oliveira Ávila.[2]

Hino

Eurico Lara é mencionado no hino do clube como “craque imortal”.

O primeiro hino foi composto em 1924 por Isolino Leal. Ele exultava a força do clube e o amor a ele.[2]

Posteriormente, em 1946, foi realizado um concurso pela diretoria do clube para a escolha de um novo hino. A composição escolhida foi a de Breno Blauth, gravada por Alcides Gonçalves.[49]

O hino atual foi composto por Lupicínio Rodrigues, em 1953. Lupi, que era gremista, estava em durante uma tarde no Restaurante Copacabana, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, quando teve a ideia, em uma conversa com amigos.[49] Ao longo das estrofes, o hino cita a fé e o fanatismo dos gremistas. Eurico Lara, goleiro que atuou no Grêmio entre a década de 1920 e 1930, é citado como “craque imortal”.[2][56]

Outra referência histórica é o verso “Com o Grêmio onde o Grêmio estiver”, estampado em uma faixa feita por Alfredo Obino durante uma greve de bondes, em 1953.[49] O maestro Salvador Campanella, um dos mais conceituados da área no estado, ficou a cargo de elaborar a partitura da canção.[49]

Futebol

Rivalidades

Grenal

Ver artigo principal: Grenal

O Grêmio é rival histórico do Internacional e as partidas entre os dois clubes são conhecidas como Grenal.[57] As duas torcidas praticamente dividem o Rio Grande do Sul e principalmente a cidade de Porto Alegre, sendo que os torcedores de um normalmente apoiam o adversário do outro nas partidas realizadas na cidade.[57]

Em 2016, a revista inglesa “FourFourTwo” elegeu em seu site oficial os 50 maiores clássicos entre clubes do mundo e elegeu o Gre-Nal como o maior clássico do Brasil e oitavo do mundo.[58] A revista destacou o clássico estadual, especialmente no Campeonato Gaúcho, mas não deixa de citar que trata-se de um clássico com dois bicampeões da Copa Libertadores da América.[59] O jornal ainda falou da evolução dos clubes com seus novos estádios (Arena do Grêmio e Estádio Beira-Rio) e do Gre-Nal do Século, que aconteceu na semifinal do Brasileiro de 1989.[60][61][62]

Gre-Ju

Ver artigo principal: Gre-Ju

Outro rival do Grêmio é o Juventude. O Grêmio, até pouco tempo atrás era considerado um “carrasco” do time caxiense, após eliminar o Juventude do Campeonato Brasileiro em 2002 e derrotá-lo na final do Campeonato Gaúcho em 196519962001 e 2007. Porém, nos últimos tempos, o Juventude vem tendo vitórias importantes contra o Grêmio, como no Campeonato Gaúcho de 2016, em que o Juventude eliminou o Grêmio nas semifinais e classificou-se à final.[63]

Uniformes atuais

Uniformes de jogo

  • 1º – Camisa com listras verticais em azulbranco e preto, calção preto e meias brancas;
  • 2º – Camisa azul-celeste, calção e meias azuis;
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1
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2
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Alternativo

Uniformes dos goleiros

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1
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2
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3
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4

Uniformes de treino

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Jogadores
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Goleiros
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C. Técnica

Uniformes anteriores

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
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2016
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1995
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
1983

Títulos

Em relação ao total de número de títulos, a equipe é uma das maiores do Brasil, com conquistas internacionais (Copa IntercontinentalCopa Libertadores da América e Recopa Sul-Americana), nacionais (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil) e estaduais (Campeonato Gaúcho), totalizando cerca de 78 títulos oficiais.[64]

Intercontinentais
Competição Títulos Temporadas
Trofeo-mini-copa-intercontinental-2.png Copa Intercontinental 1 1983Cscr-featured.png
Continentais
Competição Títulos Temporadas
Copa Conmebol Libertadores da América.png Copa Libertadores da América 2 1983 e 1995
Medical Article Trophy.svg Recopa Sul-Americana 1 1996Cscr-featured.png
Nacionais
Competição Títulos Temporadas
Cbf brazilian championship trophy 02.svg Campeonato Brasileiro 2 1981 e 1996
CBF Brazilian Cup.png Copa do Brasil 5 1989Cscr-featured.png1994Cscr-featured.png1997Cscr-featured.png2001 e 2016
Supercopa do Brasil.png Supercopa do Brasil 1 1990Cscr-featured.png
B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeonato Brasileiro – Série B 1 2005
Regionais
Competição Títulos Temporadas
WikiCup Trophy Gold.png Copa Sul 1 1999
WikiCup Trophy Gold.png Campeonato Sul-Brasileiro 1 1962Cscr-featured.png
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho 36 1921Cscr-featured.png19221926Cscr-featured.png1931Cscr-featured.png1932Cscr-featured.png1946Cscr-featured.png1949Cscr-featured.png1956Cscr-featured.png195719581959Cscr-featured.png1960Cscr-featured.png1962196319641965Cscr-featured.png19661967196819771979Cscr-featured.png19801985198619871988198919901993199519961999200120062007 e 2010
Rio Grande do Sul Copa FGF 1 2006
Municipais
Competição Títulos Temporadas
Bandeirapoa.jpg Campeonato Citadino de Porto Alegre 28 1911, 1912, 1914, 1915, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933, 1935, 1937, 1938, 1939, 1946, 1949, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1964 e 1965
Legenda

Cscr-featured.png Campeão invicto

Estatísticas

Ver artigo principal: Estatísticas do Grêmio
Ver artigo principal: Temporadas do Grêmio
Participações
Participações em 2017
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Rio Grande do Sul Campeonato Gaúcho 75 Campeão (36 vezes) 1919 2017
Trophy (transp. Simón Bolívar Cup).png Primeira Liga 2 Grupos (2016) 2016 2017
Brasil Campeonato Brasileiro 58 Campeão (1981 e 1996) 1959 2017 2
Série B 2 Campeão (2005) 1992 2005 2
Copa do Brasil 24 Campeão (5 vezes) 1989 2017
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Libertadores da América 17 Campeão (1983 e 1995) 1982 2017
Copa Sul-Americana 5 Quartas de final (2012) 2003 2012
Recopa Sul-Americana 1 Campeão (1996) 1996 1996
Maiores Artilheiros

Top 10 jogadores que mais marcaram gols com a camisa do Grêmio.[65]

Goleadores

Gremio.png
Brasil 1. Alcindo Bugre 231
Brasil 2. Tarciso 226
Brasil 3. Gessy 214
Brasil 4. Juarez 202
Brasil 5. Luis Carvalho 160
Brasil 6. João Severiano 132
Brasil 7. Baltazar 131
Brasil 8. Milton Kuelle 117
Brasil 9. Marino 117
Brasil 10. Foguinho 116

Jogadores

Atualizado em 5 de setembro de 2017.

Elenco atual do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense[66]
N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome
1 G Brasil Marcelo Grohe 12 LE Brasil Bruno Cortez 29 V Brasil Arthur
2 LD Brasil Edílson 15 Z Brasil Rafael Thyere 30 G Brasil Bruno Grassi
3 Z Brasil Pedro Geromel 17 M Brasil Ramiro 33 Z Brasil Bruno Rodrigo
4 Z Argentina Walter Kannemann 18 A Paraguai Lucas Barrios 35 V Brasil Machado
5 V Brasil Michel 19 A Peru Beto da Silva 48 G Brasil Paulo Victor
6 LD Brasil Leonardo Gomes 20 G Brasil Leo 66 V Brasil Cristian
7 A Brasil Luan 21 A Brasil Fernandinho 88 LD Brasil Léo Moura
8 V Brasil Maicon 22 Z Brasil Bressan Z Brasil Gabriel
9 A Equador Michael Arroyo 25 V Brasil Jailson A Brasil Jael
10 M Brasil Douglas 26 LE Brasil Marcelo Oliveira
11 A Brasil Everton 28 V Brasil Kaio
Técnico: Brasil Renato Portaluppi

Treinadores

Luiz Felipe Scolari, o treinador com 371 jogos e maior vencedor de títulos na história.

Dentre os treinadores com mais jogos sob o comando na história do Grêmio, quase todos tiveram conquistas e participações importantíssimas em finais de campeonatos, mantendo sempre o clube no protagonismo do cenário nacional. O destaque fica com treinadores como o bicampeão da América Luiz Felipe Scolari, o pentacampeão gaúcho Oswaldo Rolla e o campeão da América e do Mundo Valdir Espinosa.

Treinadores com mais jogos pelo clube[67]
Pos. Treinador Jogos Pos. Treinador Jogos
Oswaldo Rolla 378 Celso Roth 221
Luiz Felipe Scolari 371 Valdir Espinosa 221
Telêmaco Frazão de Lima 334 Ênio Andrade 208
Carlos Froner 320 Telê Santana 177
Sérgio Moacir 247 10º Renato Portaluppi 174

Outros nomes que, apesar de não terem tido grandes títulos, foram célebres são Rubens MinelliMano MenezesHugo De León e Telê Santana.

Na atualidade

Treinadores do Grêmio na Década de 2010
Treinador Período Jogos
Silas 2010 45
Renato Portaluppi 2010-11 66
Julinho Camargo 2011 6
Celso Roth 2011 25
Caio Júnior 2012 8
Vanderlei Luxemburgo 2012-13 91
Renato Portaluppi 2013 37
Enderson Moreira 2014 35
Luiz Felipe Scolari 2014-15 51
Roger Machado 2015-16 94
Renato Portaluppi* 2016-atualmente 72

Em 26 de Maio de 2015, o Grêmio anunciou o ex-lateral-esquerdo multicampeão pelo clube Roger Machado para assumir o comando e dar sequência à campanha Campeonato Brasileiro de 2015. No dia 9 de Agosto, Roger venceu o histórico Gre-Nal 407 pelo placar de 5 a 0, entrando para a história, embalando em sequência uma vitória sobre o então líder Atlético Mineiro no Mineirão pelo placar de 2 a 0, sendo o gol de Douglasbastante visto pelo Mundo devido à rápida jogada de contra-ataque e o toque de bola envolvente durante 23 segundos.[68] Roger Machado teve ótimos momentos no Grêmio, classificando o clube à Libertadores de 2016, porém sendo eliminado nas oitavas-de-final para o Rosario Central da Argentina. Roger ainda acumulou eliminações no Campeonato Gaúcho 2016 e na Primeira Liga. Após um primeiro semestre de eliminações, o Grêmio iniciou bem o Campeonato Brasileiro de 2016, chegando a liderar na 4ª rodada, porém após uma série de resultados negativos fora de casa para equipes como Coritiba e Ponte Preta, além de vazamento de informações e divergências de diretores e vices de futebol, o treinador não resistiu, pedindo demissão no dia 15 de Setembro de 2016.

No dia 18 de Setembro de 2016, o Grêmio anunciou novamente Renato Portaluppi para o comando do time no restante da temporada, em sua terceira passagem conquistou o pentacampeonato da Copa do Brasil em 2016, encerrando um jejum de 15 anos sem títulos de expressão a nível nacional e terminou o Campeonato Nacional em 9º colocado. Em 2017, o Grêmio demorou para encontrar o seu melhor ritmo, mas com a presença importante de Miller Bolaños, chegou às fases finais do Estadual, porém foi eliminado nas semifinais do Campeonato Gaúcho após dois empates por 1 a 1 e derrota nos pênaltis para o Novo Hamburgo, que seria o campeão. Após a eliminação, o clube viveu um encantador momento com perfeitas atuações em três competições paralelas, Campeonato BrasileiroLibertadores e Copa do Brasil, com ótimas atuações de RamiroLuanPedro GeromelLucas Barrios, Arthur, EvertonMichel e Pedro Rocha, tendo diversos desfalques, como o de Miller Bolaños. Durante o período, o Grêmio de Maio e Junho obteve 11 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, sendo uma delas com o time reserva em campo e outra contra o Corinthians em confronto direto pela liderança.

Estádios & Sedes

Estádio da Baixada

Vista panorâmica da Baixada.

Ver artigo principal: Estádio da Baixada

O Estádio da Baixada do Moinhos de Vento foi o primeiro estádio do Grêmio. Inaugurado em 1904, localizava-se em uma área nobre de Porto Alegre, no bairro Moinhos de Vento. Foi feito para agradar à crescente colônia de alemães da cidade, que se concentrava na região. Ali o Tricolor jogou do ano de 1904 até 1954, quando foi inaugurado o Estádio Olímpico.

A compra do estádio foi negociada pelo dirigente gremista Augusto Koch e sua inauguração ocorreu no dia 4 de agosto de 1904. Ficava entre as atuais ruas Mostardeiro e Dona Laura. No cruzamento destas ruas ainda é possível ver um monumento com uma placa em homenagem ao estádio. O primeiro Grenal da Baixada foi a partida em que o Grêmio goleou o seu maior rival, Internacional, por 10 a 0.

Estádio Olímpico Monumental

Ver artigo principal: Estádio Olímpico Monumental

O Estádio Olímpico foi o local onde o Grêmio mandava seus jogos de futebol até seu fechamento em 2013. O local abrigou a administração do clube, bem como o campo suplementar, o Ginásio David Gusmão, uma capela, uma loja e uma cantina. Foi inaugurado no dia 19 de setembro de 1954, como Estádio Olímpico. Sofreu uma obra em 1980 finalizando seu anel superior, o que fez com que a palavra “Monumental” fosse adicionada ao seu nome, em alusão ao tamanho da obra e, também, uma homenagem a todos os torcedores que ajudaram a construir o estádio com suas próprias mãos. Quando foi fechado, o Estádio tinha capacidade para 45 mil pessoas.[69][70]

Arena do Grêmio

Ver artigo principal: Arena do Grêmio

Arena do Grêmio

O clube, juntamente com a empreiteira OAS, construiu uma arena com padrão FIFA e UEFA no bairro Humaitá, em Porto Alegre.[70][71][72] A previsão inicial era de que o novo estádio teria capacidade para 52.398 pessoas sentadas,[70] mas em reunião realizada em 29 de agosto de 2011, o Conselho Deliberativo do Grêmio aprovou um aditivo ao contrato e o projeto do novo estádio teve a capacidade aumentada para 60.540 mil lugares, sendo o maior estádio do Sul do Brasil.

O estádio foi concluído em 8 de dezembro de 2012, sendo a partida inaugural um amistoso realizado contra o time alemão Hamburgo, vencida pelos anfitriões por 2×1. Também houve apresentações artísticas e musicais, inclusive com Renato Borghetti e o grupo Blue Man.[73] O custo da obra, que estava previsto em R$ 400 milhões,[70] aumentou em R$ 65 milhões com o novo aditivo, mas acabou finalizado em R$ 600 milhões.

Porém, devido a problemas de falta de cadeiras e redução do espaço da arquibancada norte por parte do Corpo de Bombeiros, a capacidade oficial da Arena ficou definida em 55.538 torcedores.[74]

Centro de Treinamento Presidente Hélio Dourado

Centro de Treinamento Presidente Hélio Dourado, também conhecido como CT de Eldorado do Sul, é um complexo esportivo destinado aos treinos das categorias de base do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Foi oficialmente inaugurado em 24 de setembro de 2000, na cidade de Eldorado do Sul RS. O complexo conta com nove campos de futebol, vestiários para os dois times, para a arbitragem, sala de imprensa e cabines de transmissão.[75]

Centro de Treinamento Presidente Luiz Carvalho

Centro de Treinamento Presidente Luiz Carvalho é um complexo esportivo destinado aos treinos da equipe profissional de futebol do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. A inauguração oficial aconteceu em 30 de setembro de 2014. Localizado em uma área de 6,5 hectares, o prédio administrativo tem cerca de três mil metros quadrados, construídos sob 68 pilares. A estrutura do novo CT do Tricolor conta com 11 salas na área administrativa – sala do presidente, salas dos diretores, salas dos executivos, mini-auditório, recepção – área médica e física, vestiário para profissionais e visitantes, além de outras dependências como sala de controle de dados de atletas, auditório, sala de imprensa para setoristas, almoxarifado e refeitório. São dois campos com tamanho oficial, e dois menores, para treinamentos, estacionamento separado para atletas e comissão técnica, funcionários e visitantes, totalizando 200 vagas.[76]

Memorial Hermínio Bittencourt

Ver artigo principal: Memorial Hermínio Bittencourt

No dia 19 de setembro de 2004 foi inaugurado no Estádio Olímpico o Memorial Hermínio Bittencourt. Na ocasião, o Estádio Olímpico completava cinquenta anos. O local conta com taças de diversos campeonatos ganhos pelo Grêmio, camisetas de várias épocas, painéis, vídeos, bandeiras e computadores que permitem acessar informações sobre o clube.[77]

Calçada da Fama do Estádio Olímpico

O Grêmio foi o primeiro clube do Brasil a criar “Calçada da Fama” no seu estádio. Tal homenagem é prestada a jogadores importantes na história do clube e capitães de títulos do Tricolor. A primeira escolha de jogadores para integrar a Calçada foi realizada em 1996 com a participação da diretoria, conselheiro deliberativo e jornalistas.

Desde 1999 e a cada dois anos, uma nova escolha é feita pela diretoria e pelo conselho deliberativo.[3] A última se deu em 2009.[78] A lista abaixo é, portanto, considerada como oficial do clube em relação a jogadores históricos. Note que alguns atletas ficaram de fora da listagem por não poderem colocar os pés na Calçada, por motivos de óbito, sendo apenas os da história mais recente representados.

Grêmio Mania

A Grêmio Mania é uma rede de lojas oficial do clube, espalhadas por diversas cidades do Rio Grande do Sul. A loja vende os produtos mais diversos desde um kit original com camiseta, calção e meias até xícaras e chaveiros. Todos os produtos vendidos no estabelecimento são licenciados pelo clube.[carece de fontes]

Grêmio Rádio

No dia 8 de janeiro de 2015, o Grêmio em parceria com a Umbro lança a Grêmio Rádio Umbro, na frequência 90.3 FM, aonde o torcedor gremista acompanha ao vivo as transmissões dos jogos do tricolor na temporada.[carece de fontes]

Grêmio TV

A Grêmio TV, leva ao torcedor do Grêmio, entrevistas com jogadores, bastidores dos jogos na temporada, entre outros conteúdos exclusivos.[carece de fontes]

Hamburgueria 1903

É a primeira rede de fast-food de clubes do mundo, lançada em 2014 pelo Grêmio.[79]

Publicações sobre o Grêmio

Livros

  • ÁVILA, Eduardo de. Com o Grêmio Onde o Grêmio Estiver. Leitura, 2009. ISBN 8573589396.
  • BUENO, Eduardo. Grêmio – Nada Pode Ser Maior. Ediouro, 2004. ISBN 8500016000.
  • BUENO, Eduardo e BUENO, Fernando. América aos Nossos Pés – 25 Anos de uma Libertadores de Verdade. Virtual Livros, 2008. ISBN 8599197061.
  • BUENO, Eduardo. Grêmio – Campeão Acima de Tudo. Leitura, 2009. ISBN 8573589426.
  • COLLE, Gabriel. Grêmio: a verdadeira história. Nova Era, 2005.
  • FERLA, Marcelo Câmara. Imortal Tricolor – 100 Anos de Glória. L&PM Editores, 2002. ISBN 8525412457.
  • FERLA, Marcelo Câmara. Os Dez Mais do Grêmio. Maquinária Editora, 2010. ISBN 9788562063244.
  • FONSECA, Fernando Leite Vicente. Grêmio Hoje e Sempre. Editora Biblinense, 2012. ISBN 8562757918.
  • GERCHMANN, Léo. Somos Azuis, Pretos e Brancos. L&PM, 2015. ISBN 9788525432957.
  • GESSINGER, Humberto. Meu pequeno Gremista. Belas Letras, 2008. ISBN 9788560174119.
  • OSTERMANN, Ruy Carlos. Até a pé nós iremos. Mercado Aberto, 2000. ISBN 8528005089.
  • PIRES, Luiz Zini. 71 Segundos – o Jogo de uma Vida. L&PM Editores, 2006. ISBN 8525416339.
  • ROCHA, Eliziario Goulart. Danrlei, Uma Lenda Gremista. Da Barca Casa Editorial.
  • SPOLAORE, Gianfranco. Coração Tricolor – História Completa do Grêmio de 1903 a 2007. Alcance, 2008.
  • SANDRIN, Felipe. Amor Imortal. GBesourobox, 2008.
  • TEVAH, Daniel. Grêmio: Eterna Paixão. Gráfica Editora Pallotti, 2009. ISBN 857782084X.
  • XAVIER FILHO, Sérgio. O Dia em que me Tornei Gremista. Panda Books. ISBN 9788588948552.

Vídeos

  • Grêmio Coração E Raça (VHS): Vortex Video Produções e Angst & Angst, 1997, direção de Carlos Gerbase.
  • Imortal Tricolor 100 Anos De Glória (VHS): Videolar, 2003, direção Rubens Bandeira.
  • A Batalha dos Aflitos (DVD): Kives Filmes, 2006, direção de Antônio Sacomory e Fabiano Colatto.
  • Inacreditável – A Batalha dos Aflitos (DVD): G7Cinema e TGD Filmes, 2006, direção de Beto Souza.
  • 1983, o Ano Azul (DVD): 2009, direção de Carlos Gerbase e Augusto Malmann.
  • GRÊM10x0 – 100 Anos de Grenal (DVD): G7Cinema, 2010, direção de Beto Souza.
  • Arena – A Construção de um Sonho (DVD): TDG Filmes, 2013, direção de Eduardo Muniz.
  • Greminis – A Turma da Arena Azul (DVD): Produtora Infinity, 2014, animação digital.

Referências

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  73. Ir para cima Belmonte, Amilton (31 de outubro de 2012). «Tricolor promete grande evento em dezembro para a abertura da Arena do Grêmio». Jornal NH. Consultado em 2 de abril de 2017
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  78. Ir para cima «Grêmio homenageia Cesar e Danrlei na Calçada da Fama». GloboEsporte.com. 14 de setembro de 2009. Consultado em 13 de fevereiro de 2010
  79. Ir para cima Zero Hora (27 de setembro de 2014). «Grêmio inaugura Hamburgueria 1903 com ambição de abrir novas franquias». Consultado em 11 de maio de 2017

Ver também

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons

Títulos nacionais

Em seus mais de 100 anos, o Grêmio criou uma longa história de vitórias de seu time de futebol profissional, tanto em campeonatos regionais e nacionais, como representando o Brasil em campeonatos de alcance internacional. Toda esta história pode ser vista, através de fotos, textos e taças, no Memorial Hermínio Bittencourt, uma das tantas atrações da casa do Tricolor Gaúcho: o Estádio Olímpico.

Para o torcedor que não pode ir ao Olímpico, ou que quer se lembrar da campanha do seu time do coração em algum momento específico de sua história, o Grêmio irá disponibilizar aqui o histórico de todas suas participações em campeonatos de futebol. Seguindo o índice abaixo, você poderá ficar por dentro de toda a história do Tricolor em competições nacionais.

3.1. Campeão Brasileiro 1981 – Final

3.1. Campeão Brasileiro 1981 – Campanha e Goleadores

3.2.1. Bicampeão Brasileiro 1996 – Final

3.2.1. Bicampeão Brasileiro 1996 – Campanha e Goleadores

3.3.1. Supercampeão do Brasil 1990 – Final

3.4.1. Campeão da 1ª Copa do Brasil Invicto 1989 – Final

3.4.1. Campeão da Copa do Brasil Invicto 1989 – Campanha e goleadores

3.5.1. Bicampeão da Copa do Brasil Invicto 1994 – Final

3.5.2. Bicampeão da Copa do Brasil Invicto 1994 – Campanha e Goleadores

3.6.1. Tricampeão da Copa do Brasil Invicto 1997 – Final

3.6.2. Tricampeão da Copa do Brasil Invicto 1997 – Campanha e Goleadores

3.7.1. Tetracampeão da Copa do Brasil 2001 – Final

3.7.2. Tetracampeão da Copa do Brasil 2001 – Campanha e Goleadores

3.8. Copa do Brasil – Outras campanhas

3.9. Campeões e Vices da Copa do Brasil

3.10.1 Campeão Brasileiro – Série B – 2005

3.10.2. Campanha Vitoriosa no Campeonato Brasileiro – Série B – 2005

4.1.1 Campeão Sul-Brasileiro Invicto Taça da Legalidade 1962

4.1.2 Campeonato Sul-Brasileiro Taça da Legalidade – 1962 – Campanha e Goleadores

4.2.1 Campeão Copa Sul-Brasileira- 1ª – 1999

4.2.2 Campeão Copa Sul-Brasileira- 1ª – 1999 – Campanha Vitoriosa e Goleadores

5.1 Grêmio Campeão da Cidade e do Estado

5.2 Grêmio Campeão Gaúcho – datas das decisões

5.3 Campeonato Gaúcho – relação dos goleadores do Grêmio desde 1961

5.4 Campeonato Gaúcho – Campeões e Vices desde 1919

6.1 Relação dos trofeus conquistados pelo Grêmio

Títulos internacionais

Estádio Olímpico

Olímpico Monumental: Na metade do ano de 1980, o Estádio Olímpico teve sua construção concluída com o fechamento da última parte do anel superior. Desde então, a casa gremista passou a ser conhecida como Olímpico Monumental. Uma obra grandiosa erguida por uma torcida apaixonada. No dia 21 de junho de 1980, uma vitória de 1 a 0 sobre o Vasco da Gama em partida amistosa, marcou a inauguração do Olímpico concluído.
Último jogo: O Olímpico fechou suas portas oficialmente no dia 17 de fevereiro de 2013 na vitória de 1 a 0 sobre o Veranópolis, pela última rodada da Taça Piratini, primeiro turno do Campeonato Gaúcho. O zagueiro Werley, de cabeça, aos 22 minutos do primeiro tempo, foi o autor do gol da vitória, o último gol oficial anotado no Monumental.

 

História do Grêmio

No início do século XX, o futebol vinha aos poucos se tornando conhecido no país, semeado por viajantes que levavam a novas fronteiras, suas rudimentares e valiosas bolas de couro. Foi justamente um destes desbravadores, o paulista Cândido Dias da Silva, quem apresentou a primeira bola de futebol a Porto Alegre. A novidade logo despertou curiosidade e uma turma de amigos se formou em sua volta. Muitos fins de semana se estenderam na convivência daquele grupo, em piqueniques e na prática empírica do esporte.
Até que, no feriado de 7 de setembro de 1903, dois quadros de atletas do Sport Clube Rio Grande (cidade portuária e, não por acaso, o clube mais antigo do Brasil) vieram à cidade para uma demonstração, uma ótima oportunidade para os porto-alegrenses aprenderem mais sobre o esporte. O público lotou o campo improvisado para a apresentação e vibrava com as jogadas. Até que, para decepção geral, a bola murchou. Quando todos pensavam que a festa estava terminada, Cândido ofereceu sua bola para que a partida terminasse. Após o jogo, ele e o grupo de amigos puderam confraternizar com os jogadores, que lhe explicaram detalhes do esporte e principalmente, o que era necessário para fundar um clube.
Entusiasmados com o que haviam aprendido, uma semana depois, ao entardecer do dia 15 de setembro de 1903, 31 rapazes se reuniram em um restaurante no centro da capital e escreveram a ata de fundação, que depois seria assinada por todos os presentes. Naquele momento, iniciou-se a trajetória de um clube vencedor. Carlos Luiz Bohrer foi eleito o primeiro Presidente, sem imaginar a projeção que o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense alcançaria.

 

Os tempos do amadorismo

 

Em 6 de março de 1904, foi marcado o primeiro desafio, contra o Fuss-Ball Club Porto Alegre – então, o único outro clube da cidade, fundado exatamente na mesma data. Predestinado, o Grêmio venceu. Os jornais registraram aquele disputado 1×0, que deu início à conquista do primeiro troféu da história Tricolor, o Wanderpreis. Ainda no mesmo ano, o clube adquiriu seu primeiro campo, a Baixada dos Moinhos de Vento. A partir de então, a equipe tricolor teria lugar próprio par treinar e jogar. O estádio seria utilizado nos 50 anos seguintes, passando por várias transformações na sua estrutura, agregando pavilhões e arquibancadas, conforme sua torcida aumentava e o time ganhava fama nacional e internacional. Ali o Grêmio jogou e venceu a maioria dos seu jogos e acumulou taças, o que levou sua casa a ser apelidada de “Fortim da Baixada”. No dia 18 de julho de 1909, aconteceu o primeiro jogo contra o Sport Clube Internacional e o resultado desta partida histórica foi um extraordinário 10×0, para o Tricolor. Anos depois, a rivalidade tornaria este confronto o maior clássico do futebol brasileiro, o Gre-Nal.
Foi a partir dos anos 10, que o clube começou a jogar contra equipes de outros estados e países, com destaque especial para a vitória sobre a Seleção da Federação Desportiva Uruguaia por 2×1, em 1916. Neste período, com vitórias importantes contra equipes de fora do Rio Grande do Sul, o nome do clube passou a ser reconhecido como grande adversário.
É desta era que vem três dos nomes da história do Clube: Eurico Lara, Luiz Carvalho e Oswaldo Rolla (o Foguinho). Luiz Carvalho foi um dos maiores artilheiros gremistas, chegando à presidência do clube em 1974. Foguinho depois de liderar a equipe em campo durante os anos do amadorismo, foi o técnico que definiu o estilo gremista de futebol, na década de 50. Eurico Lara, foi um atleta tão identificado com o clube, que seu nome está no seu hino. Goleiro, ele é o jogador que defendeu as cores do Grêmio por mais tempo, sagrando-se campeão por 16 vezes em 16 temporadas. Graças aos seus elevados dotes morais e técnicos, Lara é tido como jogador símbolo do clube, uma verdadeira lenda.
Seu último episódio retrata bem seu significado. Em setembro de 1935, o Grêmio se preparava para a decisão do Campeonato Farroupilha, onde precisava vencer o Internacional para levar o título. O troféu era muito valorizado, pois comemorava o centenário da Revolução Farroupilhha. Lara já vinha doente do coração há algum tempo, e havia recebido ordem dos médicos para não mais atuar. Decidido, ele entrou em campo. Foi uma de suas maiores atuações, mas no intervalo ele não suportou mais as dores e teve de sair. Mesmo assim, ele ficou para assistir a vitória por 2 a 0, gols de Foguinho e ,bem no finzinho. Mas na hora de comemorar, saiu rápido para o hospital. Dois meses depois, seu enterro parou Porto Alegre e o atleta entrou para sempre na história do Grêmio e no coração de quem teve o prazer de vê-lo atuar.

 

A transformação do clube até o Olímpico Monumental

 

Os anos 40 representaram um período de transição, por conta da profissionalização do futebol brasileiro. O Grêmio, muito ligado aos ideais do amadorismo, demorou a se adaptar ao novo contexto do esporte. Foi durante a presidência de Saturnino Vanzelotti, entre 1948 e 1954, que ocorreram as transformações fundamentais para a continuidade do clube. Ainda no primeiro ano de sua gestão, em 1949, o Grêmio reconquistou a hegemonia no futebol regional, além de levar a equipe a sua primeira grande excursão ao exterior. O clube voltou a colocar seu nome em destaque, ao bater o poderoso Nacional de Montevidéu (base da Seleção Uruguaia campeã de 1950), por 3×1, durante os festejos dos 50 anos da equipe uruguaia. Seguindo o exemplo dos hermanos, o tricolor seria o primeiro clube de fora do Rio a jogar e vencer no Maracanã recém inaugurado, com um 3×1 sobre o Flamengo, em 1950.
Neste período, excursões ao exterior projetaram de forma marcante o nome do Grêmio, em meio ao processo de internacionalização do futebol. O caminho foi aberto por uma excursão invicta à América Central, em 1949. Em 1953 e 1954, o Grêmio repetiu o sucesso em suas visitas pelo México, Equador e Colômbia, completando o que foi chamado “a conquista das três Américas”.
As exigências do profissionalismo aceleraram as mudanças e as viagens bem sucedidas afirmavam novas convicções: era preciso um estádio maior e mais moderno para acomodar seus torcedores, para recepcionar as grandes equipes do país e do exterior, e para atender às novas exigências de preparação e treinamento do time. Durante os anos que esteve à frente do clube, Saturnino comandou a construção do Estádio Olímpico. No dia 19 de setembro de 1954, o jogo inaugural foi realizado entre Grêmio e Nacional de Montevidéu, com vitória de 2×0.
O novo estádio representava a renovação pela qual o Grêmio havia passado nos últimos anos e os bons frutos estavam prestes a ser colhidos. Uma safra grandes de jogadores chegou ao clube. Com histórico Foguinho no comando técnico do time, o Grêmio formou uma de suas melhores equipes na história, marcando um momento de afirmação de sua identidade. O futebol de força e objetividade que caracteriza o Grêmio foi forjado nos anos onde o comando exigente do “Seu Rolla”, impôs inovações no preparo físico e na tática. Com ele, o Tricolor conquistou o pentacampeonato Gaúcho, de 1956 a 1960. Após sua saída em 1961, a herança indelével de seu trabalho garantiu o Heptacampeonato Gaúcho, de 1962 a 1968, somando 12 campeonatos estaduais, em 13 disputados.
As competições oficiais que extrapolavam as fronteiras regionais começaram a ganhar maior importância nesta época. Em 1962, o Grêmio foi Campeão Sul-Brasileiro invicto, seu primeiro grande título. Longas excursões levaram o Grêmio à Europa, em 1961 e 1962, elevando ainda mais seu nome. Em 1968, o clube foi Campeão Invicto da Copa Río de La Plata, seu primeiro título internacional oficial.
Com destaque no cenário nacional, o Grêmio contribuiu com vários atletas no Selecionado Brasileiro. Alcindo, o maior goleador da história tricolor, foi indicado por Pelé, para jogar ao seu lado na Seleção, onde disputou a Copa do Mundo de 1966. Em 1970, o lateral Everaldo se tornou o primeiro jogador de um clube gaúcho, a ser Campeão Mundial com a Seleção Brasileira. No seu retorno à Porto Alegre, foi recebido como herói pelo povo, que tomou as ruas para festejá-lo. Uma estrela dourada foi colocada na Bandeira oficial do clube, para homenageá-lo.
Na segunda metade dos anos 70, uma grande campanha entre os torcedores gremistas, liderada pelo presidente Hélio Dourado, arrecadou recursos para a conclusão do andar superior do Estádio Olímpico. As obras duraram cerca de 4 anos, até a reinauguração, no dia 21 de junho de 1980, com o nome de Olímpico Monumental. Novamente o clube passou a ter o mais moderno estádio particular do país, com inovações só encontradas nos melhores estádios da Europa.
O feito esportivo da década foi a reconquista do Campeonato Gaúcho, em 1977. A final foi um Gre-Nal dos mais conturbados e marcantes da história, culminando numa vitória tão inesquecível quanto o gol da partida, marcado por André Catimba. O título marcou o começo de uma nova era no clube, o início de uma grande virada. De forma predestinada, aquela conquista, as vitórias no Gauchão de 79 e 80, e a conclusão do estádio Olímpico Monumental, prepararam o Grêmio para conquistas maiores.

 

Nada pode ser maior

 

A história já colocava o clube entre os grandes, mas foi nos anos 80 o momento em que o Grêmio definitivamente selou seu nome entre os maiores do Brasil e do mundo. Uma das fases mais vitoriosas de sua vida esportiva começou com a primeira grande conquista nacional, o Campeonato Brasileiro de 1981, derrotando o poderoso São Paulo em sua casa, com um golaço de Baltazar, o “Artilheiro de Deus”.
Em 1983, o Tricolor trilhou os caminhos tortuosos da América em busca de sua consagração internacional. Entre os adversários batidos na disputa da Taça Libertadores estava o Flamengo de Zico, Bi-campeão brasileiro. Mas foi contra os argentinos do Estudiantes que sua alma castelhana e guerreira marcou história. O Grêmio encarou a sangrenta “Batalha de La Plata”, e, correndo risco de morte numa verdadeira guerra contra jogadores, policiais e torcedores, garantiu o empate na casa adversária e a passagem para as finais.
O último a ser batido era o Penharol, que trazia os títulos de Campeão da América e do Mundo em 1982. Em Montevidéu, um empate manteve as chances iguais para a final. Em Porto Alegre, saiu em vantagem no primeiro tempo, mas cedeu o empate no segundo. Os uruguaios já ameaçavam a virada quando, Renato Portallupi, em um lance genial levantou a bola com um balãozinho em direção à área, para César cabecear para as redes. Enquanto o Olímpico estremecia, El capitán Tricolor, o uruguaio De León, levantou a taça banhado em sangue, como um guerrilheiro.
Depois da grande festa, o Grêmio passou a se preparar para o jogo mais importante de sua história. No final do ano, o adversário seria o Hamburgo, em Tóquio. O Campeão Europeu, que havia vencido a grande Juventus do craque Platini, era base da Seleção Alemã, Bicampeão do país e chegou arrogante a Tóquio, com pose de favorito.
O jogo começou tenso, com muitos erros nos passes, e o gramado seco dificultava o toque de bola, da maior qualidade técnica gremista. Aos 37 minutos, Renato recebeu a bola na direita, driblou a marcação e chutou cruzado, marcando um golaço. Dali até o fim do tempo regulamentar o nervosismo e a tensão aumentavam. E foi a 5 min. do fim, no único momento que Renato esteve fora (com câimbras), que Schröeder, seu marcador, foi ao ataque e numa bola levantada na área, conseguiu empurrar para as redes. Eram 40 minutos do segundo tempo. Mas logo aos 3 minutos da prorrogação, novamente brilhou a estrela de Renato (que se tornava ali o maior ídolo da história do clube). Ele recebeu na área cruzamento vindo da esquerda, dominou com o pé direito, driblou a marcação e chutou com a outra perna, no canto do goleiro Stein. Grêmio 2×1, Grêmio Campeão Mundial! A Terra era azul!
No caminho de volta, ainda houve fôlego para conquistar a Copa Los Angeles, nos EUA, sobre o América do México. A chegada do Grêmio a Porto Alegre inaugurou a comemoração de títulos em caminhão de bombeiro. Os jogadores foram transportados até o Estádio Olímpico, o ponto de encontro. As ruas de Porto Alegre foram palco da festa da maior conquista de um clube gaúcho. Nada pode ser maior!
Ainda naquela década, o Tricolor venceu alguns dos mais prestigiados torneios internacionais na Europa, e garantiu seu segundo Hexacampeonato Gaúcho, numa sequência iniciada em 1985. A década dourada encerrou com chave de ouro, com a conquista invicta da 1ª Copa do Brasil, em 1989, e do Supercampeonato Brasileiro, em 1990, onde superou o Campeão Brasileiro, Vasco da Gama.

 

A identidade do Grêmio

 

O ano de 1991 trouxe um grande revés ao clube. Mesmo chegando ao vice invicto Copa do Brasil, o time foi desclassificado da divisão de elite do Campeonato Brasileiro. Era hora de recomeçar. De volta à disputa do campeonato principal em 1993, o Grêmio buscou em suas categorias de base os atletas talhados para dar a volta por cima, vencendo, já naquele ano, o Gauchão.
Em 94, depois de um começo difícil, o técnico Luís Felipe Scollari (o Felipão) conquistou a confiança da torcida e levou o clube ao Bicampeonato Invicto da Copa do Brasil. O estilo de Felipão era o espelho perfeito da identidade do Grêmio, e com um time formado sem estrelas, mas com jogadores que queriam provar seu valor, o Grêmio voltou a assombrar o país. Ali começava a se consagrar o mito do Imortal Tricolor, a identidade de um time que nunca se entrega e é capaz de feitos inacreditáveis, pela força de seu coração.
Logo em março de 1995, o Grêmio voltou ao Japão para conquistar a copa Sanwa, contra o Bicampeão Japonês, Verdi Kawasaki, No oriente pela primeira vez brilhou a dupla Jardel e Paulo Nunes, que marcaram os gols da vitória por 2×1. Disputando outras quatro competições ao mesmo tempo, o clube foi Campeão Gaúcho e Vice-Campeão da Copa do Brasil no primeiro semestre. A glória maior ficou para agosto, quando a América voltou a ser pintada de azul, preto e branco. A brilhante campanha nas primeiras fases da Libertadores, incluiu a goleada de 5×0 no poderoso Palmeiras, de Rivaldo, Roberto Carlos, Cafú, Müller e companhia. O Grêmio foi às finais contra o Nacional de Medellín, do goleiro Higuita, e depois da vitória de 3×1 no Olímpico, garantiu na Colômbia, mais um título inédito para os gaúchos: Bicampeão da América. Foi mais uma madrugada sem fim para os Gremistas.
Já em 96, o clube retornou ao Japão, para bater o Independiente (ARG) na decisão da Recopa Sul-Americana, com goleada de 4×1. A conquista do Gauchão daquele ano foi chamada de “cafezinho”, pois o Grêmio queria jantar o Brasileirão. E, assim foi. No dia 15 de dezembro, o Olímpico Monumental totalmente lotado e o Brasil viram a consagração da Era Felipão, quando o Tricolor bateu a Portuguesa de Desportos por 2×0, o resultado que precisava para se tornar Bicampeão Brasileiro!
O Grêmio de Felipão marcou o congraçamento total do clube, onde torcida e time se identificaram, em perfeita sintonia no espírito guerreiro do Imortal: mais importante que ser o melhor, é lutar sempre.

 

Modelo a toda a Terra

 

Em 1997, era o momento de renovar a equipe, e vários dos campeões dos anos anteriores deixaram o clube. O Grêmio entrou desacreditado na Copa do Brasil, mas foi derrubando adversários até a final, sempre apoiado na grande capacidade de superação de seus jogadores. O Flamengo, de Romário e Sávio dava a conquista como certa, afinal nunca perdera um título nacional no maior estádio do mundo. Até que o Tricolor calou o Maracanã lotado, mais um Maracanazo. Tri-campeões Invictos, os gremistas presentes cantavam: “Ah, eu sou gaúcho!”.
Em 1999, a conquista da Copa Sul e do Gauchão serviram para encerrar o século por cima. Mas o melhor estava por vir no primeiro ano do novo milênio. Uma semana depois de vencer o Gauchão de 2001, o clube se tornou o primeiro campeão nacional do novo século. O Tetracampeonato da Copa do Brasil foi conquistado com uma das melhores equipes de sua história, que marcava no campo adversário, defendia e atacava com a mesma força. O time do capitão Zinho maravilhou o Brasil, aplicando chocolates na casa dos adversários: 4×3 no São Paulo, 3×1 no Curitiba e 3×1 na final, contra o Corinthians.
Ainda naquele ano, o gremista Felipão foi chamado a salvar a classificação da Seleção Brasileira para a Copa de 2002. O 3-5-2 implantado no Grêmio, serviu de modelo tático para o time brasileiro. No ano seguinte, o Brasil dos gremistas Scolari e Ânderson Polga foi Pentacampeão, na Copa da Coréia e Japão. Como ensina o Hino Rio-Grandense: “Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda a Terra”.

 

Após 100 anos, o Imortal Tricolor

 

O centenário do clube prometia mais uma festa. Em 2002, o Grêmio garantiu sua vaga na Libertadores para o ano de 2003, com o terceiro lugar no Brasileiro. Mas graves dificuldades financeiras geradas pela quebra da multinacional ISL, com quem o clube havia estabelecido uma parceria em 2000, atingiram o clube. Em 2004, a crise se aprofundou, levando a desclassificação da Série A e à maior crise de sua história. Novamente o Grêmio precisava buscar nas suas origens e no amor de sua torcida a força para recomeçar.
No início de 2005, o Grêmio tinha apenas sete jogadores, sendo que dois eram goleiros. A nova direção teria de dar conta do desafio de tornar o clube administrável e formar um time digno de defender as suas cores. Com o técnico Mano Menezes no comando, aos poucos, a mescla de atletas das categorias de base com alguns jogadores experientes que foram sendo acrescentados aos poucos, começou a apresentar resultados. A equipe foi subindo na classificação do Brasileiro, até garantir sua participação nos quadrangulares decisivos. A torcida Tricolor fez a sua parte lotando o Olímpico e empurrando a equipe até os resultados necessários.
No dia 26 de novembro, o jogo final do quadrangular decisivo era contra o Náutico, em Recife. Para o Grêmio bastava um empate para assegurar uma das duas vagas à Série-A. Já ao time pernambucano apenas a vitória interessava. Ninguém desconfiava que aquele jogo entraria para a história do futebol mundial.
Uma operação de guerra fora montada pelos adversários desde a chegada do Grêmio à Recife. No hotel, no ônibus, no vestiário, a delegação Tricolor foi hostilizada por onde estivesse. Apesar de todo o clima criado, o time entrou confiante em campo e manteve o jogo equilibrado. O 0x0 se mantinha até que aos 35 min. da etapa final, logo após ter expulsado um jogador gremista, o atrapalhado árbitro marcou o segundo pênalti inexistente contra o Tricolor.
Estava armada a confusão. Revoltados os jogadores Gremistas partiram pra cima da arbitragem. Polícia, dirigentes, imprensa, penetras, em meio a muitas agressões transformam o campo em caos. Depois de 25 minutos de paralisação o Grêmio teve mais 3 jogadores expulsos. Com um pênalti a ser batido contra, e 4 jogadores a menos, só um milagre poderia salvar o Tricolor.
Mas quem tremeu foram os jogadores do time vermelho e branco. O pênalti foi batido e Galatto fez a defesa com a perna. Os pernambucanos não acreditavam! Mas ainda havia cerca de 10 minutos a serem disputados com a desigualdade numérica de jogadores. Enquanto os adversários se recuperavam do segundo pênalti perdido, a revelação gremista – Ânderson Luis, avançou com a bola no campo do Náutico, passou por dois e chutou a queima roupa, sem chances para o goleiro. Inacreditável!!!
Atordoados com o golpe fatal, os jogadores adversários não conseguiram fazer mais nada. Aos 70 minutos do segundo tempo, foi encerrada a “Batalha dos Aflitos” e o Grêmio sagrou-se campeão da Série B. O Imortal Tricolor, inscrito na história do futebol mundial, jamais será esquecido. Um exemplo de superação a que todos esportistas se referem hoje. E uma demonstração de como pode se transformar um dos momentos mais difíceis da história do clube, em uma honra inigualável (enquanto outros clubes entram para história por fiascos inigualáveis).
De volta ao seu lugar, o Grêmio foi Campeão Gaúcho em 2006, 2007 e 2010, foi vice-campeão da Libertadores de 2007 e Campeão do Primeiro Turno do Brasileiro de 2008 e do Segundo Turno de 2010 – conquistando a vaga para sua 13ª participação na Libertadores.

 

A Arena do Grêmio

 

Pronto para viver uma Nova Era, depois de dois anos de muito trabalho, o Clube inaugurou, no dia 08 de dezembro de 2012, a sua Arena. O maior e mais moderno estádio da América Latina até então. Seguindo os mais modernos conceitos de qualidade e segurança, num empreendimento autossustentável financeira e ecologicamente, o projeto ultrapassa os requisitos exigidos pela FIFA.
Um dos clubes com administração mais moderna e possuidor de um dos maiores quadros de sócios, o Grêmio tem uma das Marcas mais valorizadas do país e seu retrospecto em campo lhe garante o primeiro lugar no Ranking Nacional de Clubes desde sua criação, em 2003.
É o Imortal Tricolor pensando nos próximos 100 anos de glória.

 

 

Os Símbolos

O distintivo e as estrelas

O distintivo do Grêmio faz alusão a uma bola de futebol, com suas linhas de costura – da maneira que eram fabricadas no começo do esporte bretão. Seu primeiro desenho aparece na primeira foto do clube, em 1903, ainda bastante rudimentar. No ano seguinte, apresentado junto à primeira bandeira, o design adquire suas linhas fundamentais, que se mantém até hoje.
Os detalhes de seu desenho variaram bastante até chegar à forma atual, definida em 1993. Desde a fundação, a palavra “Foot-Ball” ocupava o centro do logo, com a inicial “G” acima, e as iniciais “PA” abaixo. A alteração mais significativa foi definida no dia 3 de junho de 1963, data em que o Conselho Deliberativo aprovou a alteração do nome em destaque no centro para “Grêmio”, “1903” foi incluído na parte superior e “FBPA”, abaixo.
Por iniciativa própria, o conselheiro Henrique Licht apresentou o esboço feito por sua esposa, Amarilli Boni Licht, para a avaliação do Conselho Deliberativo. Alguns conselheiros temeram pela tradição da marca de 60 anos. Mas contando com o apoio de notáveis como Hermínio Bittencourt e Henrique Amábile, a proposta foi acatada.
Em 1963, o Tricolor já havia realizado diversas excursões e recebido inúmeras equipes de outros estados e países. Mas foram as grandes excursões para a Europa, em 1961 e 1962, o catalisador da mudança. O presidente Renato Souza explicou à Imprensa: “O Grêmio é conhecido no mundo inteiro, porém quem visse seu emblema não o identificaria.”
Havia ainda outra motivação: como o Tricolor vinha expandindo cada vez mais a prática de esportes amadores, o novo distintivo seria obviamente mais adequado. Não por acaso, também por iniciativa de Henrique Licht, o Grêmio acabara de anexar o Clube de Regatas Duque de Caxias (descendente do Clube Canottieri), constituindo seu Departamento de Remo.
O desenho de 1963 foi o modelo para os distintivos utilizados nas décadas seguintes, mas variações na geometria e tipografia continuaram existindo. Em 1985, foram acrescidas três estrelas – de bronze, prata e ouro –, que simbolizavam, respectivamente, as conquistas do Campeonato Brasileiro, da Libertadores da América e do Mundial de Clubes. Na bandeira oficial existe uma estrela dourada em homenagem ao lateral Everaldo, o primeiro jogador de um clube gaúcho a ser Campeão Mundial com a Seleção Brasileira, em 1970.

 

 

A camisa tricolor

Na época da fundação do clube, foram escolhidas para a primeira camisa as cores azul e havana (em tecido listrado horizontalmente), que compunham o uniforme com a gravata e faixa na cintura em branco e, com calção e meia em preto. Mas havana não era uma cor muito comum e logo se percebeu que não haveria quantidade suficiente daquele tecido no comércio para atender à necessidade crescente. Assim, ainda em 1904, o listrado horizontal azul e havana foi substituído pelo azul e preto dividindo verticalmente a camisa.
Nos anos seguintes, as cores azul, preto e branco coloriram o uniforme do Grêmio em várias combinações diferentes, até 1928, quando surgiu o modelo definitivo da camiseta tricolor: listas verticais azuis, pretas e brancas.

O mascote e o lema

O mascote do Grêmio foi criado em 1946, pelo chargista Pompeu (do jornal Folha da Tarde). O Mosqueteiro simboliza a união e a bravura com que os gremistas se entregam à disputa, seguindo o espírito de “um por todos e todos por um”, como os mosqueteiros do romance de Alexandre Dumas.
Sua primeira aparição foi em forma de boneco, com seu desenho baseado na figura de um folclórico diretor gremista, o barrigudinho Francisco Maineri. Com o boneco, também foi levada ao estádio uma faixa com a frase criada pelo organizador da torcida gremista, Salim Nigri: “Com o Grêmio, onde estiver o Grêmio”. A frase se tornou lema do clube e mais tarde inspirou Lupicínio Rodrigues na composição do hino.
Ainda em 1946, uma época em que a torcida do clube crescia e se popularizava, foi fundado pelo o jornal “O Mosqueteiro”, que ajudou a consolidar a idéia do mascote. A partir de então, o Mosqueteiro tornou-se mascote do Grêmio e, com o passar dos anos, ganhou diversos redesenhos até chegar à forma atual.

 

Até a pé nós iremos

O gaúcho e gremista, Lupicínio Rodrigues, um dos maiores compositores brasileiros, tinha algumas paixões em sua vida: a música, os bares, as mulheres e o Grêmio. Foi de sua autoria a letra e música do Hino do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, inicialmente chamado de “Marcha do Cinquentenário”.
“Eu fiz este hino sentado num boteco na Praça Garibaldi, tomando uma birita.” – relatou o compositor. Havia uma greve dos condutores de bondes de Porto Alegre e, assim, os gremistas foram a pé para o estádio, em uma tarde de 1953.
A “Marcha do Cinquentenário do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense”, com letra e música de Lupi, orquestração do maestro Salvador Campanella, foi gravada pelo cantor Silvio Luiz, acompanhado pela orquestra do maestro Rui Silva. A música invadiu as ruas, os estádios e os corações tricolores, e o clube acabou adotando a a obra de Lupi como o Hino Oficial do Grêmio FBPA. Seu refrão é reconhecido em qualquer lugar:

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver

 

A história do Grêmio

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense nasceu de uma bola de futebol, como deveria acontecer com um clube predestinado às maiores glórias. A trajetória vitoriosa começou com o paulista Cândido Dias da Silva, trabalhando há algum tempo em Porto Alegre e sua bola de futebol.
Nessa época apareceu na capital gaúcha a equipe de futebol do Sport Clube Rio Grande. Os ingleses e alemães que jogavam nos times de Rio Grande haviam sido convidados para uma exibição na cidade. No dia marcado, 7 de setembro de 1903, o campo da várzea ficou rodeado de curiosos. Cândido, com sua bola de baixo do braço, estava entre eles com a atenção redobrada.
Em dado momento, a bola dos ingleses esvaziou-se, para desapontamento geral. Cândido, mais do que depressa, emprestou a sua, garantindo o final da demonstração. Em troca, ao final da partida, obteve dos jogadores as primeiras lições sobre futebol e, principalmente, deles ficou sabendo como agir para fundar um clube. Foi então, em 15 de setembro de 1903, que trinta e dois rapazes se reuniram no Salão Grau, restaurante de um hotel da rua 15 de Novembro, atual rua José Montaury, localizado onde estão agora os fundos da Galeria Chaves e deram início à história de um clube vencedor, disposto a superar todos os desafios. Carlos Luiz Böhrer foi eleito o primeiro Presidente, sem jamais imaginar a projeção mundial que o recém-nascido clube um dia alcançaria.

Os tempos do amadorismo

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Nos primeiros anos o clube procurou alicerçar suas bases, primeiramente através da aquisição de um local próprio para jogos e treinos, a Baixada dos Moinhos de Vento em 1904, depois com a incrementação esportiva com o Fuss Ball Club Porto Alegre também fundado em 15 de setembro de 1903 em disputa da antiga Taça Wanderpress valendo oficiosamente o título da cidade.
Em 18/07/1909, o Grêmio jogou o primeiro clássico com seu tradicional adversário, o Internacional e o resultado desta partida histórica foi um extraordinário 10×0 para o tricolor.
Em 1910, ajudou a criar a 1ª Liga de Clubes de Porto Alegre (a idéia partiu do Grêmio), para a realização dos campeonatos metropolitanos. Deste periodo destaca-se o pentacampeonato citadino de 1911/12/13/14/15. Foi nesta década, que o clube começou a jogar contra equipes de outros estados e países com destaque especial para a vitória sobre a Seleção da Federação Desportiva Uruguaia por 2×1, em 17 de junho de 1916. Teve importante participação na criação da F.R.G.D. (hoje F.G.F.) em 1918, vindo a disputar o 1º estadual em 1919.
Nos anos 20, além do pentacampeonato metropolitano de 1919/20/21/22/23 e do bi de 1925/26, o Grêmio venceu os Estaduais em 1921/22 e 1926. Na década de 30, o tricolor conquistou o tetracampeonato de Porto Alegre de 1930/31/32/33 e o bicampeonato do Rio Grande do Sul de 1931/32, quando então, passou a ser mais conhecido ao derrotar o Atlético campeão paranaense por 7×2, o Santos campeão paulista por 3×2, o Botafogo campeão carioca por 1×0, o Wanderers campeão uruguaio e do Rio da Prata por 2×1 e o Independiente, bicampeão argentino e do Rio da Prata por 2×1. Estas vitórias associadas aos títulos estaduais e metropolitanos, em especial o título Farroupilha de Porto Alegre em 1935, criaram uma mística no clube da Baixada, que passou a receber o apelido de “derrubador de campeões”. De 1903 a 1935, o Grêmio contou com vários craques de destaque como: Kallfelz, Koch, Siebel, Jorge Black, Grunewald, Schuback, Mohrdieck, Sisson, Mostardeiro I, Mostardeiro II, Kuntz, Scalco, Assunpção, Lagarto, Luis Carvalho, Foguinho, Dario, Laci, Poroto, Nenê, Artigas, Heitor, Jorge PY, Adão, os irmãos Sardinha (Eurídes e Eurípedes), Laxixa (que junto com Adão, foram os primeiros atletas afro-descendentes da história do clube) entre outros. Mas o grande nome dessa época, foi o do lendário goleiro Eurico Lara, um símbolo da era amadorista do futebol gaúcho e brasileiro.

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O início da era profissional e o impacto da internacionalização do futebol

O amadorísmo correspondia a fase inicial do futebol e da criação dos clubes brasileiros. De tradição elitista e européia, o amadorismo era uma forma de distinção das elites com relação às camadas populares. Com a popularização do futebol, aumentava nos clubes a participação de jogadores de origem humilde.
Em 1929, ocorre a queda da bolsa de valores de Nova Iorque, provocando uma grande crise mundial em todos os setores da econômia, ocasionando o caos social. Estes acontecimentos tiveram refléxos no futebol, provocando a quebra de vários clubes obrigando os demais a se readaptarem as novas condições conjunturais.
Assim no começo dos anos 1930, o amadorismo foi colocado em xeque, quando vários atletas sul-americanos foram contratados por times europeus. A econômia da América do Sul era nessa época baseada na agricultura e pecuária, ainda que, já existisse um ascendente surto industrial. No Brasil, os clubes viviam o que se denominava por amadorismo marrom, isto é, não se adimitia o profissionalismo oficialmente mas se fazia vistas grossas as gratificações pelo bom desempenho dos atletas das equipes. Por outro lado, o profissionalismo já era uma realidade na Europa, e após as vitórias do Uruguai na Copa do Mundo de 1930 e nos Campeonatos Olímpicos de 1924 e 1928, os europeus passaram a alíciar os atletas sul-americanos.
Para evitar uma evasão ainda maior, foi oficializado o profissionalismo, primeiro no Rio da Prata entre 1931 e 1932, depois no eixo Rio-São Paulo em 1933, ao passo que o novo governo brasileiro, que emergiu da revolução de 1930 (era Vargas), enxergava a necessidade de se estabelecer uma política nacional de integração e desenvolvimento socio-econônico (industrialização) com refléxios no plano cultural e esportivo do país, forçando no futebol um entendimento geral das entidades esportivas visando a profissionalização.
No Rio Grande do Sul o profissionalismo chegou inicialmente em 1937, através da criação da Especializada um departamento profissional filiado à Federação Brasileira de Futebol (FBF), que organizou um campeonato metropolitano em separado ao da Federação Rio-Grandense de Desportos (atual Federação Gaúcha de Futebol) filiada à Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) até 1939, quando um acordo pôs fim nas divergências entre as entidades futebolisticas do estado e do país. Durante a vigência da Especializada o Grêmio sagrou-se Tricampeão Metropolitano em 1937/38/39, mas não participou das finais do Estadual. Os anos 40 representaram um período de transição por conta da oficialização do profissionalismo no futebol em todo o pais a partir de 1941, com a criação do CND (Conselho Nacional de Desportos) e das conquistas tricolores nos campeonatos metropolitanos e dos Estaduais de 1946 e 1949.
Contudo, foi em 14/05/1949, em meio ao processo de internacionalização do futebol, provocado em parte por causa do avanço tecnológico da aviação comercial do pós-guerra, que o Grêmio entra na história do futebol mundial ao bater o poderoso Nacional de Montevidéu, em pleno estádio Centenário por 3×1 (durante os festejos dos 50 anos da equipe Uruguaia) e na vitoriosa excursão invicta à América Central no fim daquele ano. Em 1953/54, o Grêmio realizou o que ficou conhecido como a conquista das “três Américas” com outra excursão internacional, agora pelo México (América do Norte), Ecuador e Colômbia (América do Sul).
Estes acontecimentos, associados as novas exigências do profissionalismo no planeta, aceleraram as mudanças internas no clube, que necessitava de um estádio maior, não só para acomodar seus torcedores e para recepcionar grandes times do país e do exterior, mas também para adecuar-se a uma nova conjuntura esportiva. Nesssa transição do amadorismo para o profissionalismo, brilharam no Grêmio vários jogadores como: Joni, Touguinha, Clarel, Júlio Petersen, Sanguinetti, Hélio, Prego, Noronha, Toneli, Beresi, Geada, Hermes, Danton, Hugo, Ário, Gita, Balejo, Camacho, Bentevi entre tantos.

A inauguração do Olímpico e os 12 em 13.

Acompanhando o desenvolvimentismo industrial dos anos 50, o Brasil, se transformava de um país agrícula para uma nação em desenvolvimento em especial nos anos JK simbolizados pela inauguração de Brasília como nova capital do país e a chegada da industria automobilística, descentralizando o eixo de investimentos agora também para o interior. No futebol essa fase de integração nacional reflete-se, na conquista dos Mundiais da Suécia e Chile pelo Brasil em 1958, 1962 e na criação da Taça Brasil de clubes de 1959 (atual campeonato brasileiro), para escolher o representante do país na recêm criada Taça Libertadores da América cuja primeira edição estava marcada para 1960. O clube gremista, atento a todas estas mudanças, procurou se adaptar o mais rápido possivel as novas conjunturas do futebol mundial.
Em 1952, o Grêmio contatou Tesourinha, o primeiro atleta afro-descendente tricolor de destaque na era profissional e dois anos depois, em 1954, foi inaugurado o estádio Olímpico, que marcou o início de um período áureo, 12 campeonatos em 13 disputados: o Pentacampeonato Gaúcho e Metropolitano de futebol profissional de 1956/57/58/59/60 e o Heptacampeonato Gaúcho de 1962/63/64/65/66/67/68, tornanando-se o primeiro, no Rio Grande do Sul a obter este titulo .
Foi participante da Taça Brasil em quase todos estes anos, tendo sido em três ocasiões semifinalista (quando obteve o terceiro lugar) nos anos de 1959, 1963 e em 1967, bem como, posteriormente, da Taça de Prata – Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) em 1967, quando, o tricolor foi um dos quatro finalistas e que serviu de modelo para o atual Campeonato Brasileiro, instituido em 1971; Campeão Sul-Brasileiro invicto de 1962 (Taça da Legalidade); Campeão invicto da Copa Río de La Plata de 1968 (Taça Confraternidad, primeiro titulo internacional oficial do Grêmio antes da Libertadores de 1983) e finalmente, as grandes excursões à Europa de 1961 e 62, que tornaram o Grêmio mundialmente conhecido.
Além das dessas participações, o Grêmio contribuiu com vários atletas na seleção brasileira principalmente nas conquistas do Brasil no Campeonato Pan-Americano de 1956 no México, na Taça O’Higgins no Chile em 1966 e no Vice-campeonato pan-americano na Costa Rica em 1960, quando o Rio Grande do Sul representou o país nestas competições. Em 1970, com a convocação de Everaldo para a seleção brasileira, o Grêmio, mais uma vez contribuiu para uma grande conquista do futebol nacional, o Tricampeonato Mundial no México. Por essa época gloriosa passaram vários craques como: Airton, Elton, Milton, Ênio Rodrigues, Juarez, Gessi, Vieira, Sérgio, Calvet, Joãozinho, Marino, Alberto, Arlindo, Aureo, Altemir, Sérgio Lopes, Cléo, Babá, Alcindo, Ortunho, Everaldo, Volmir, Espinosa entre tantos outros.

A era das grandes conquistas e o Campeonato Mundial Interclubes

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Nos anos 70, o Grêmio virou uma grande Sociedade, promoveu dois congressos de clubes tricolores da América do Sul em 1971, reeditou e conquistou, no mesmo ano, a antiga Taça do Atlântico de Clubes (Torneio Sul-Americano Tricolor) ao derrotar na sequência o Nacional (URU) por 2×1 e o River Plate (ARG) por 2×0, e reconquistou a hegemonia regional em 1977, 1979 e 1980.
Os anos 80, viram o clube passar por uma das fases mais vitoriosas de sua vida esportiva, em paralelo com a redemocratização do país, que vivera 20 anos de regime militar (1964 a 1984), e as transformações político-econômicas ocorridas com o advento da globalização, que no futebol se refletiu na inflação dos salários dos jogadores bem como o aumento da publicidade nos esportes em todo mundo, tornando o futebol em especial, num grande negócio a ser gerênciado com um altíssimo nível profissional, sendo a FIFA, a entidade mundial mais importante neste segmento, congregando mais países filiados que a própria ONU. Depois da reinauguração do Olímpico em 1980, o Grêmio foi Campeão Brasileiro em 1981; Vice-campeão nacional em 1982; Campeão da Taça Libertadores da América de 1983, batendo ao Peñarol (URU) na soma dos dois jogos finais por 1×1 e 2×1 (nos dias 22 e 28/07); CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES (vitória na final sobre o Hamburgo da Alemanha, campeão da Copa dos Campeões da Europa por 2×1 em 11/12/1983); campeão da Copa Los Angeles (Taça Pan-Americana) ao derrotar o América do México, campeão da Taça das Nações da América (empate em 2×2 e vitória por 6×5 nos pênaltis em 13/12/1983); Hexacampeão Gaúcho de 1985/86/87/88/89/90.
O Grêmio ao derrotar o Sport Recife por 2×1 sagrou-se, campeão invicto da 1ª Copa do Brasil em 1989 e no ano seguinte, tornou-se Supercampeão Brasileiro de 1990. O tricolor também venceu alguns dos mais prestigiados, torneios internacionais, dos quais destacan-se a Copa El Salvador del Mundo em El Salvador e o Troféu Ciudad de Valladolid em 1981, o Troféu Palma de Mallorca de 1985 (os dois ultimos na Espanha), a Copa Rotterdan na Holanda em 1985 e o Bicampeonato da Copa Phillips em 1986/87 na Holanda e Suiça. Destacaram-se nesse periodo grandes jogadores como: Ancheta, Tarciso, Iura, Oberdan, Eder, Tadeu Ricci, Renato, André Catimba, Paulo Cesar Lima, Mário Sérgio, Leão, De León, Paulo Roberto, Paulo Isidóro, China, Edinho, César, Mazaropi, Baltazar, Osvaldo, Cuca, Valdo, Luis Eduardo, Paulo Egídio entre tantos.

A era Felipão e as conquistas mais recentes

De 1991 para cá, o clube, apesar da passar por alguns momentos dificeis, retomou o caminho das vitórias, conquistando os Gauchões de 1993, 1995, 1996, 1999 e 2001; a Copa do Brasil em 1994, 1997 e 2001; venceu a Copa Sul-Brasileira de 1999 e, principalmente, em 1995, sob o comando técnico de Luis Felipe Scolari, quando então, conquistou o Bicampeonato da Taça Libertadores da América (3×1 e 1×1 sobre o Atlético Nacional da Colômbia, nos dias 23 e 30/08/1995), a Copa Sanwa e o Vice-campeonato mundial ambos no Japão.

Em 1996, o tricolor venceu a Recopa Sul-Americana (4×1 no Independiente da Argentina em Kobe no Japão); o Bicampeonato Brasileiro e no ano seguinte, conquistou na Espanha o Troféu Colombino. Mas foi em 26/11/2005, com a heróica conquista do Campeonato Brasileiro da Série B, que mais uma vez manifestou-se o espírito de indignação e a garra tricolor, ao superar todas as adversidades dentro e fora do campo, suplantando o Naútico de Recife por 1×0, com apenas sete jogadores, contra dez do adversário, numa reação jamais vista na história do futebol mundial.
Em 2006, reconquistou o campeonato gaúcho, superando novamente o tradicional adversário e em 2007, chegou ao bicampeonato após golear o Juventude por 4 x 1 na final. Como anteriormente o Grêmio continuou a apresentar para sua torcida um verdadeiro desfile de atlétas do mais alto nivel com destaques para Pingo, Danrlei, Rivarola, Arce, Adilson, Arilson, Dinho, Carlos Miguel, Goiano, Paulo Nunes, Jardel, Roger, Emerson, Mauro Galvão, Zinho, Marcelinho Paraíba, Ronaldinho, João Antônio, Anderson Luis, Lucas, Galato, Tcheco, Carlos Eduardo entre outros.

Os esportes Amadores

No futebol amador, o clube conquistou em 1974 o primeiro Campeonato Brasileiro Infantil, disputado em São Paulo. Em 1996 foi campeão do Internacional Youth Soccer, em Shizuoca no Japão. Em 2004, foi campeão da Copa Brasil Sub-17, em Macaé-RJ e, 2005, os juniores conquistaram o título de campeão invicto da 1ª Copa da Amizade em Okayama, no Japão: os juvenis foram campeões sul-americanos (Taça Romeu Goulart Jaques – Copa Santiago) em 1995/96/97/98 e 2000, alêm de outras conquistas importantes. Todavia, o esporte bretão não foi a única atividade esportiva do clube. Apesar do futebol figurar como a principal prática desportiva, o Grêmio também se destacou em esportes ditos amadores, como o Tênis, que desde 1912 passou a ser praticado, vindo a ser introduzido efetivamente em 1916 e que teve seu período áureo em 1926, quando se tornou Campeão da Cidade e do Estado. No Basquete, o tricolor também brilhou, vencendo os campeonatos da Cidade e do Estado de 1934, 55 e 56. No Vôlei, o Grêmio foi vitorioso em vários anos, destacando-se as seqüências de títulos de 1929 a 35 e de 1954 a 60 (Heptacampeão nas duas ocasiões). No Ciclismo, foi vitorioso nos anos 50 e, no Futebol de Salão, viveu seu grande momento nos anos 70, quando foi bicampeão metropolitano em 1973/74 e campeão da Taça Vice-Governador do Estado em 1976, para na década seguinte conquistar a primeira Copa Atlântico Sul de Futsal em 1987. O sucesso tricolor seguiu o mesmo caminho com o Remo e o Judô (que vem se destacando dos anos 1970 até os dias atuais).
No entanto, foi com o Atletismo que o tricolor atingiu sua maior magnitude, com a conquista do Bicampeonato do Troféu Brasil em 1958/59 e do Triscedecacampeonato Gaúcho de 1956 a 1968. Merecem ser mencionados outros esportes, como Tiro, Tênis de Mesa, Bolão, Columbofilia, Automobilismo, Xadrez, Pugilismo, Escotismo, Pesca, Bridge, Pólo, Futebol Feminino, Futebol de Botão entre outros.

Estrelas na camisa e na Bandeira do Grêmio

Em reunião do Conselho Deliberativo do Grêmio FBPA, realizado em 23.04.1985, foi aprovada a proposição de inserir na camisa três estrelas, como símbolo das maiores conquistas do clube em similitude à tradicional premiação da escala olímpica: OURO, para representar o Campeonato Mundial Interclubes de 1983; PRATA, para representar o titulo da Taça Libertadores da América; BRONZE, para assinalar a conquista do Campeonato Brasileiro. Na bandeira, o Conselho Deliberativo em sessão solene de 29.06.1970, perpetuou oficialmente a figura lendária de Everaldo na história do clube, quando foi fixada no Pavilhão Tricolor uma estrela de ouro, assinalando definitiva e perenemente a contribuição do clube, através da participação deste atleta na conquista pelo Brasil do tricampeonato mundial de futebol em 1970.

Calçada da Fama

O Grêmio é primeiro clube brasileiro a criar uma “Calçada da Fama”, para homenagear jogadores que se destacaram na história do clube, alem dos capitães das maiores conquistas do Grêmio. Esta escolha, foi feita pela primeira vez, em 1996 com participação da Diretoria, Conselheiro Deliberativo e jornalistas. Apartir de 1999, a cada dois anos, ocorre uma nova seleção de nomes que deverão ser incluídos na “Calçada da Fama Tricolor”, escolhidos pela Diretoria e pelo Conselho Deliberativo. Até o momento os contemplados são os seguintes: Adilson, Airton, Alcindo, Altemir, Ancheta, Áureo, André Catimba, Baltazar, Calvet, China, De León, Dinho, Ênio Rodrigues, Edinho, Foguinho, Iura, Jardel, Jardel, Joãozinho, Juarez, Leão, Marino, Mauro Galvão, Mazaropi, Milton, Ortunho, Oberdan, Pingo, Renato, Sérgio Moacir, Tarciso, Espinosa , Zinho, Luiz Eduardo, Valdo e Sandro Goiano.

Mascote e Patrimônio

Hoje, este estádio ocupa 83 mil metros quadrados, com capacidade para 55 mil espectadores comodamente sentados, porém, já couberam 98 mil pessoas em uma época em que ainda não se observavam as atuais normas de segurança e com a colocação de cadeiras em todo o anel superior. Ainda completam o complexo do estádio, 45 camarotes de luxo, 26 cabinas de imprensa, estacionamento interno, piscinas, gramado suplementar, centro administrativo, quadro social, Memorial, lojas Grêmiomania. Além disso, a geografia patrimonial do Grêmio inclui uma sede em Eldorado do Sul, a poucos minutos de Porto Alegre e futuro Centro de Treinamento, já com vários campos de futebol, uma sede recreativa para sócios na Ilha Grande dos Marinheiros, o departamento de Remo e o Parque Cristal com 70 mil metros quadrados, onde funciona a Escolinha de Futebol, hoje com mais de 2000 alunos inscritos. O Ginásio David Gusmão, foi inaugurado em 17/11/1972, e até agosto de 1974, quando teve sua cobertura destruida por um vendaval, foi referencia esportiva, social e cultural da cidade, tanto nas atividades esportivas do clube quanto nos vários espetáculos que patrocinou como: Festival de Ginástica Olímpica, as olímpiadas militares, torneios de Tênis e shows de musica e patinação entre outros.